Coleta e descarte da sucata eletrônica

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Segundo o IBGE, os brasileiros produzem diariamente cerca de 228 mil toneladas de lixo, das quais a maior parte não vai passar por um processo adequado de recolhimento e destinação (domiciliar, industrial, hospitalar, etc.) No Brasil, há atualmente em uso mais de 130,5 milhões de telefones celulares, que são usados em média durante dois anos. Da mesma maneira, os computadores em residências, empresas e instituições já são 50 milhões que provavelmente vai dobrar em quatro anos. Os PCs têm uma vida útil média de cinco anos. Posteriormente se transformam em lixo.Desse modo, liberam substâncias como arsênio, cádmio, chumbo e mercúrio, que se infiltram no solo, atingem mananciais e acabam entrando na cadeia alimentar. Tornam-se, assim, responsáveis por vários tipos de câncer e outros graves problemas de saúde.
Pilhas e baterias
Ainda não existe no Brasil uma legislação específica que regulamente de modo eficaz o descarte dos produtos eletrônicos. Uma exceção é o caso das pilhas e baterias, sobre os quais existe a Resolução no 257 do Conama - Conselho Nacional do Meio Ambiente que estabelece regras sobre o uso de substâncias tóxicas na fabricação desses materiais.No entanto, do 1,2 bilhão de pilhas consumidas anualmente no país, cerca de 40% são provenientes de falsificação e pirataria, às quais as regras não se aplicam.
fomte : http://educacao.uol.com.br/atualidades/e-lixo-eletronico.jhtm, acessado em 03/07/2009, pesquisado por Gerson

Greenpeace mapeia o caminho do lixo eletrônico para África e Ásia






Um monitor com defeito, o celular ultrapassado ou videogame trocado por um mais moderno vão parar sobre o intrincado caminho que o lixo eletrônico faz dos países desenvolvidos - Estados Unidos, principalmente - para os subdesenvolvidos, como China, Índia e nações na África.
A falta de estratégias de reciclagem resulta em contêineres enviados ilegalmente, que carregam monitores, placas-mãe e outros gadgets para serem desmontados e queimados sem qualquer proteção por habitantes dos países pobres.
A estrutura de descarte internacional, classificada como “máfia” por Zeina, justifica ainda mais um cuidado maior por parte de fabricantes para a retirada completa de compostos perigosos para o ambiente como chumbo, cádmio, mercúrio, polivinis (PVC) e retardantes de chama bromado (BFR), com "COMPOSIÇÃO DE uma mistura de hexaboreto de lantânio e pelo menos um do óxido estanoso de índio e óxido estanoso de antimônio. Também divulgados são uma folha do butiral de polivinila de absorção de nfravermelho disposta entre as duas folhas de vidro.
Infravermelho e um laminado de vidro tendo a folha butiral de polivinila de absorção

Características cancerígenas, do processo de fabricação.
Para pressionar o setor, o Greenpeace criou um ranking das empresas mais verdes que, em sua 11ª edição, destaca tanto a liderança da finlandesa Nokia como a melhora da Apple, A Nokia é o líder histórico do ranking do Greenpeace, ainda que a empresa recicle apenas 5% de todos seus telefones celulares no planeta. usada como parâmetro pelo grupo para que fabricantes de computadores como HP e Dell, por exemplo, cumpram prazos assumidos para eliminar compostos tóxicos de seus equipamentos.
Enquanto notebooks, celulares, videogames e monitores tiverem produtos químicos tóxicos, Zeina alerta, não são apenas os menos favorecidos que correm riscos: medições do Greenpeace detectaram altos níveis de substâncias perigosas para os consumidores em casa, vindos principalmente de equipamentos equipamentos eletrônicos.

Fonte: http://pcworld.uol.com.br/noticias/2009/06/12/greenpeace-mapeia-o-caminho-do-lixo-eletronico-para-africa-e-asia/ acessado em: 01/07/2009, pesquisado por Waleska e Samuel

ONU determina o que fazer com lixo eletrônico


Uma nova aliança liderada pela ONU determinará diretrizes mundiais para a disposição de produtos, a fim de proteger o meio ambiente contra as montanhas de lixo eletrônico como computadores, celulares e televisores que são descartados.
Três agências da ONU, 16 empresas - entre as quais Microsoft, Hewlett-Packard e Philips -, diversas organizações governamentais e universidades anunciaram uma parceria com objetivos como promover mais reciclagem e ampliar a vida útil dos produtos eletrônicos.
"Existe uma urgente necessidade de harmonizar as abordagens quanto ao lixo eletrônico, em todo o mundo", disse Rüdiger Kühr, da Universidade da ONU, que comandará o secretariado do novo projeto StEP (Solving the E-waste Problem), em Bonn, Alemanha.
Ele disse que os detritos eletrônicos - como fornos de microondas, baterias, copiadoras ou secadores - podem liberar toxinas caso sejam incinerados. Os aparelhos mais antigos contêm produtos químicos venenosos como toxinas ou metais pesados como o mercúrio e o cádmio.
Alguns produtos contêm metais valiosos, como ouro, platina ou o índio, usado em televisores de telas planas, ou rutênio, usado em resistores. Os preços do índio, por exemplo, saltaram de US$ 70 por quilo em 2002 a US$ 725 por quilo atualmente.
Os detritos elétricos e eletrônicos estão entre as categorias de lixo de mais alto crescimento no mundo, e em breve devem atingir a marca dos 40 milhões de toneladas anuais, o suficiente para encher uma fileira de caminhões de lixo que se estenderia por metade do planeta, segundo o StEP.
O programa administrará diversos projetos, nos próximos anos, com custo provável da ordem de milhões de dólares, a fim de determinar diretrizes para a disposição de aparelhos, tomando por base a legislação de lugares como o Japão, a União Européia e os Estados Unidos.
O programa encorajará as empresas a fabricar produtos com vida útil mais longa e a fabricar produtos que possam ser atualizados, em lugar de substituídos e jogados no lixo. O secretariado terá três funcionários em período integral e terceirizará a maior parte de seu trabalho.

Fonte: http://tecnologia.terra.com.br/interna/0,,OI1455713-EI4799,00.html acessado em 03/07/2009, pesquisado por: Kassio é d+++ e Eleandro

Saiba o que fazer com o lixo tecnológico




No mundo, são descartados por ano cerca de 50 milhões de toneladas de lixo tecnológico e menos de 10% desse volume é reciclado. Esse material aumenta três vezes mais rápido que o lixo comum e a previsão é triplicar nos próximos cinco anos.São computadores e celulares câmeras fotográficas, pilhas, baterias, também cartuchos de impressora vazios e aparelhos de vídeo, CDs e DVDs, sem falar nas TV e outros eletrodomésticos. Uma parte é aproveitada pelo mercado de segunda mão. Mas A ONU lançou neste ano um ao controle alerta mundial para a reciclagem do chamado "e-lixo". Dezenas de países, principalmente europeus, aprovaram normas que obrigam o seu reaproveitamento, responsabilizando os fabricantes pelo destino final dos equipamentos fora de uso. No Brasil, até o momento, a única norma existente é a Resolução 257 do Conama, que aborda apenas a questão das pilhas e baterias. No Congresso Nacional tramita o projeto de lei 2061, de 2007, sobre o lixo eletrônico de uma maneira geral, além da legislação que estabelece a Política Nacional de Resíduos Sólidos, em debate desde 1991.Submetidos social e às leis de cada país, os fabricantes de produtos eletrônicos desenvolvem programas com o objetivo de diminuir o problema causado pelos aparelhos descartados. O entrave maior, porém, recai nos intermediários, que revendem a sucata para países em desenvolvimento, onde as leis de proteção ambiental não existem ou não são respeitadas.Cerca de 70% de todos os equipamentos fora de uso do planeta são exportados para a Ásia e para as nações africanas mais pobres. A China, o Paquistão e a Índia, por exemplo, recebem por mês cerca de 500 que passam por processos de banhos ácidos e desmontagem para a retirada de soldas.

Ritmo dos resíduos high tech, segundo a ONU:» 5% é o aumento anual do volume de lixo tecnológico descartado no planeta» 18% é o crescimento da reciclagem desses resíduos no mundo por ano» 75% do lixo recebido pelos recicladores vem de fabricantes e grandes empresas» 2,6 kg por ano é quanto um brasileiro gera em média de resíduo eletrônico

Fonte: http://infor21.blogspot.com/2008/12/saiba-o-que-fazer-com-o-lixo-tecnolgico.html acessado em 03/07/2009, pesquisado por; adriana

Lixo eletrônico toma lugar do arroz em aldeia chinesa



Segundo o site terra, os moradores de Guiyu na CHINA, abandonaram o cultivo de arroz em prol de um negócio muito mais lucrativo que prejudica sua saúde e o meio ambiente: a reciclagem do lixo eletrônico do resto do mundo.
Cerca de 70% dos resíduos eletrônicos do planeta vão para a China. Violando a Convenção de Basiléia (convenção para acabar com a destinação dos resíduos perigosos dos países industrializados).
Entre os trabalhos rotineiros está o de desmontar placas-mãe em um fogareiro caseiro de carvão, em busca dos cobiçados chips, que contêm ouro. Ou também fundir as carcaças dos computadores para transformar o PVC tóxico em peças que se destinam a objetos que, curiosamente, voltam ao mundo ocidental: as flores de plástico. mal são utilizadas máscaras, e a ferramenta mais avançada tem forma de broca. Os males para a saúde têm um expoente devastador: 80% das crianças de Guiyu apresentam altos níveis de chumbo no sangue, o que causa danos nos sistemas nervoso e reprodutor. O Governo estuda um projeto de lei para fazer com que os fabricantes de computadores, televisores, refrigeradores, lavadoras e ar condicionados chineses sejam responsáveis pela reciclagem de seus produtos.
Fonte: http://tecnologia.terra.com.br/interna/0,,OI1357851-EI4799,00.html
Acessado em:01/07/2009, pesquisado por Reginalda